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Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

Novembro 27, 2007 · Deixe um comentário

De todas as coisas fora do comum em Harry, essa cicatriz era a mais extraordinária de todas. Não era, como tinham fingido os Dursley durante dez anos, uma lembrança do acidente de carro que matara seus pais, porque Lílian e Tiago Potter não tinham morrido em um acidente de carro. Tinham sido assassinados, assassinados pelo bruxo das trevas mais temido do mundo nos últimos cem anos, Lord Voldemort. Harry escapara desse mesmo atentado com uma simples cicatriz na testa, no lugar em que o feitiço do bruxo, em vez de matá-lo, tinha se voltado contra o próprio feiticeiro. Quase morto, Voldemort fugira…

Mas Harry voltara a defrontar com ele outra vez em Hogwarts. Ao se recordar do último encontro, ali parado à janela escura, Harry teve de admitir que era uma sorte ter chegado ao seu décimo terceiro aniversário vivo.

Examinou o céu estrelado à procura de um sinal de Edwiges, voando ao seu encontro talvez com um rato morto pendurado no bico, contando receber elogios. Mas ao olhar distraidamente por cima dos telhados, Harry demorou alguns segundos para perceber o que estava vendo.

Recortado contra a lua dourada, e sempre crescendo, vinha um bicho estranhamente torto voando em sua direção. Harry ficou muito quieto esperando o bicho descer. Por uma fração de segundo ele hesitou, a mão no trinco da janela, pensando se deveria fechá-la. Mas, nessa hora o bicho esquisito sobrevoou um lampião da rua dos Alfeneiros e Harry, identificando o que era, saltou para o lado.

Pela janela entraram três corujas, duas delas segurando uma terceira que parecia desmaiada. Pousaram com um ruído fofo na cama do menino e a coruja do meio, que era grande e cinzenta, tombou para o lado, imóvel. Trazia um grande pacote amarrado às pernas.

Harry reconheceu a coruja desmaiada na hora – seu nome era Errol e pertencia à família Weasley. O menino correu para a cama, desamarrou os barbantes que envolviam as pernas de Erro, soltou o pacote e, em seguida, levou a coruja para a gaiola de Edwiges. Errol abriu um olho lacrimejante, deu um pio fraquinho de agradecimento e desatou a beber água em grandes sorvos.

Harry se virou para as corujas restantes. Uma delas, a fêmea grande, branca como a neve, era a sua Edwiges.

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Harry Potter e a Câmara Secreta

Novembro 26, 2007 · Deixe um comentário

- Exatamente – disse tio Válter, sarcástico. – Eu levo o casal para a sala de visitas, apresento você, Petúnia, e sirvo os drinques. Às oito e quinze…
- Eu anuncio o jantar – disse tia Petúnia.
- E Duda, você vai dizer…
- Posso acompanhá-la à sala de jantar, Sra Mason? – disse Duda oferecendo o braço gordo a uma mulher invisível.
- Meu perfeito cavalheirinho! – fungou tia Petúnia.
- E você? – perguntou tio Válter malevolamente a Harry.
- Vou estar no meu uqarto, sem fazer nenhum barulho, fingindo que não estou em casa – respondeu Harry sem emoção.
- Precisamente. Agora vamos procurar fazer uns elogios realmente bons no jantar. Petúnia, alguma sugestão?
- Válter me contou que o senhor é um excelente jogador de golfe, Sr. Mason…Onde foi que a senhora comprou o seu vestido, me conte por favor, Sra. Mason…
- Perfeito…Duda?
- Que tal…Tivemos que fazer uma redação na escola sobre o nosso herói, Sr. Mason, e eu escrevi sobre o senhor.

Essa foi demais tanto para Petúnia quanto para Harry. Tia Petúnia debulhou-se em lágrimas e abraçou o filho, e Harry mergulhou embaixo da mesa para que não o vissem rindo.

- E você, seu moleque?

Harry fez força para manter a cara séria enquanto se endireitava.

- Vou estar no meu quarto, sem fazer nenhum barulho, fingindo que não estou em casa.
- E pode ter certeza que vai – disse tio Válter com vigor. – Os Mason não sabem que você existe e vão continuar sem saber. Quando terminar o jantar, você leva a Sra. Mason de volta à sala de visitas para o cafezinho, Petúnia, e eu vou puxar o assunto das brocas. Com alguma sorte, o contrato vai estar assinado e selado antes do noticiário das dez. Amanhã a estas horas vamos estar procurando uma casa de férias em Majorca para comprar.

Harry não conseguiu se animar muito com a idéia. Não achava que os Dursley fossem gostar mais dele em Majorca do que gostavam na rua dos Alfeneiros.

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